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quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Tratamento palanque

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segunda-feira, novembro 23, 2015

DESENVOLVIMENTO


Hoje, menos de 20 % da população brasileira trabalha no campo. Até meados do século passado, 80 % trabalhava na agropecuária.

Em países adiantados, como França, Inglaterra e EUA, apenas uns 3 % da população trabalha no campo.

Entre índios brasileiros, praticamente toda a aldeia se dedica às atividades primárias.

Quanto mais elevado for a qualidade de vida, menor será a população rural de um país. Porque o desenvolvimento (mais produtos disponíveis para a população) é promovido pelo aumento da PRODUTIVIDADE.

É o aumento de produtividade na agricultura (mais alimento com menos gente) que libera mão de obra para outras atividades, normalmente nas cidades. É esse pessoal "expulso" do campo que vai construir casas e ruas, hospitais e escolas, estradas e carros, caminhões e tratores, TVs e computadores, etc. Serão professores, policiais, médicos, dentistas, motoristas, empresários etc.

Para que o desenvolvimento possa continuar ocorrendo, é NECESSÁRIO que ocorra também aumento da produtividade.

   

 

 
 

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sexta-feira, outubro 03, 2014


Por que é tão difícil ganhar uma discussão e mudar a opinião do outro?  Psicólogos sugerem um método alternativo ao confronto, que é o mais comum Como é possível mudar a opinião de uma pessoa – quando você acha que está certo e ela, errada? Psicólogos que estudam o tema acreditam que a abordagem mais comum, o confronto, é justamente a que tem menor chance de dar certo.  Quando o assunto é aquecimento global, Oriente Médio ou até mesmo coisas mais banais – como qual o melhor lugar para se tirar férias – as pessoas geralmente recorrem ao confronto.  A linha adotada costuma ser: "Você está errado, infelizmente", "A posição que você defende não faz sentido lógico" ou "Você está disposto a ser convencido do contrário?"  Mas esse tipo de abordagem costuma ter o efeito contrário: ao ouvir isso, as pessoas acabam endurecendo ainda mais seus pontos de vista.  Ilusão de conhecimento  Um estudo de Leonid Rozenblit e Frank Keil, psicólogos da universidade americana de Yale, sugeriram que, em muitas instâncias, as pessoas acreditam que sabem explicar como algo funciona, mas que seu entendimento é muito superficial.  Esse fenômeno foi batizado de "ilusão da profundidade de explicação". Na pesquisa, eles pediram que as pessoas atribuíssem uma nota a determinadas máquinas de acordo com seu conhecimento sobre como tal aparelho funciona. Entre os objetos relacionados estavam descargas de toalete, velocímetros de carros e máquinas de costurar.  Em seguida, eles pediam que as pessoas explicassem os objetos que julgavam entender bem. No final, elas voltavam a dar uma nota aos mesmos objetos, de acordo com seu conhecimento sobre o funcionamento dos mesmos.  Na média, todas as notas caíram, mostrando que quando forçadas a explicar, as pessoas se viam obrigadas a reconhecer que conheciam muito menos um assunto do que acreditavam.  O problema, segundo os pesquisadores, é que as pessoas tendem a fazer uma confusão. Por terem muita familiaridade com um objeto ou assunto, elas ficam com a impressão errada de que conhecem o tema a fundo. Também raramente nosso conhecimento sobre esses assuntos é colocado à prova.  Os psicólogos batizaram essa tendência humana de pegar "atalhos mentais" ao tomar decisões ou posicionamentos de "avareza cognitiva" (ou cognitive miser, em inglês).  Por que deveríamos realmente perder tempo tentando entender as coisas, quando podemos nos virar sem isso? O interessante, segundo os psicólogos, é que nós conseguimos disfarçar de nós mesmos a dimensão da nossa ignorância.  Esse fenômeno é familiar a qualquer um que tenta ensinar algo. Em geral, logo quando se começa a preparar a explicação de determinado tópico - ou, pior, logo quando um aluno faz a primeira pergunta - já se descobre que não se está realmente por dentro do assunto.  Muitos professores sempre dizem: "Eu não entendia nada sobre esse assunto até começar a ensiná-lo".  O pesquisador Mark Changizi até cunhou uma frase famosa: "Não importa o quão ruim eu esteja ensinando, eu sempre aprendo alguma coisa".  Opiniões polêmicas em política  Pesquisa publicada no ano passado mostra o efeito que essa ilusão de conhecimento tem quando tentamos convencer outras pessoas.  A pesquisa do professor Philip Fernbach, da Universidade do Colorado, serve tanto para explicar um bate-boca político quanto uma discussão sobre como funcionam as privadas.  Ele sugere que pessoas com opiniões políticas fortes demais a respeito de uma determinado assunto tentem explicar a outros como a política que defendem produzirá o efeito que acreditam. Nesse processo, até mesmo as pessoas com visões mais fortes ficam suscetíveis a mudar de opinião.  A pesquisa foi conduzida conversando com americanos na internet sobre assuntos polêmicos, como sanções ao Irã, reforma do sistema de saúde americano e soluções para reduzir o aquecimento global.  As pessoas foram separadas em dois grupos. No primeiro grupo, elas foram convidadas a apenas expor sua visão sobre o tema – mais ou menos como acontece em qualquer foro de debate.  O segundo grupo tinha uma tarefa mais elaborada. As pessoas precisavam explicar passo a passo – do começo ao fim – o caminho pelo qual a política que defendiam produziria o resultado que desejavam.  Os resultados da pesquisa foram claros. Pessoas do primeiro grupo mantiveram suas posições políticas inalteradas. Aqueles que precisaram explicar em detalhes as consequências de suas visões políticas acabaram adotando posturas menos radicais.  Por exemplo, no segundo grupo, as pessoas que defendiam – ou combatiam – ardorosamente o mercado de troca de créditos de carbono para reduzir o aquecimento global acabaram adotando posturas mais moderadas, abertas e céticas.  Essa pesquisa é algo para se ter em mente toda vez que nos envolvemos em discussões de qualquer natureza – seja sobre a construção de usinas nucleares, o colapso do capitalismo ou se dinossauros co-existiram com humanos. E lembre-se que você pode vir a ser convidado a explicar precisamente porque você acha que está certo.  É bem possível que, em vez de mudar a opinião dos outros, você acabe mudando a sua.

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domingo, agosto 31, 2014

segunda-feira, julho 14, 2014

domingo, julho 06, 2014

Guerra, doença e evolução

HÉLIO SCHWARTSMAN, FOLHA DE SP de 06-julho-2014


SÃO PAULO - Por ocasião dos 100 anos da Primeira Guerra Mundial, pude ler interessantes textos sobre a dimensão militar e política do conflito. Lamentavelmente, não vi destacado seu aspecto sanitário.

A Primeira Guerra Mundial, mais especificamente seu front ocidental, foi o primeiro grande conflito em que os generais lograram fazer com que morressem mais soldados em combate do que por causa de doenças.

A principal arma aqui não foram gases químicos nem metralhadoras, mas brigadas sanitárias, barbeiros e o pessoal de lavanderia, que, jogando na defesa, faziam o possível e o impossível para exterminar os piolhos que se escondiam nos pelos e roupas dos combatentes e são responsáveis pela transmissão do tifo.

Embora poucos se deem conta, o tifo e outras moléstias que têm ectoparasitas como vetor já dizimaram mais soldados do que qualquer artefato bélico. Como mostra Jeffrey Lockwood, não foi o general Inverno o principal responsável pela derrota de Napoleão na Rússia, mas insetos. Estima-se que, para cada homem do grande estrategista corso morto no campo de batalha, quatro tenham sucumbido a patógenos transmitidos por guerreiros de seis patas.

Na Guerra Civil americana, a situação não era muito melhor. Dois terços dos 500 mil soldados mortos foram vítimas primárias de doenças.

A grande verdade é que nós, que nascemos depois do saneamento básico, das vacinas e dos antibióticos, perdemos um pouco a dimensão do verdadeiro flagelo que é a doença. Mas ela está tão entranhada em nossa história que é um das principais forças a moldar a evolução, não só da nossa espécie, mas de toda a vida.

Ectoparasitas são a principal hipótese para explicar por que o homem perdeu seus pelos. Parasitas também constituem a melhor explicação para o grande mistério da biologia, que é saber por que os eucariontes trocaram a segurança da reprodução por clonagem pelas incertezas do sexo.

helio@uol.com.br


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sábado, maio 24, 2014

VAIVÉM DAS COMMODITIES

Folha de SP de 24 de maio 2014
Vaivém das commodities
MAURO ZAFALON mauro.zafalon@uol.com.br
25 anos no campo
Commodities impulsionaram a economia em um quarto de século desde a estreia da coluna
O Brasil acabava de passar por três planos econômicos. Assim como ocorrera com os anteriores, o mais recente também não surtia efeito e a inflação atingia o recorde de 1.783% ao ano. Era 1989 e, no troca-troca de moedas, a de plantão era o cruzado novo.
Nesse cenário, e para situar melhor as commodities na economia brasileira, era criada a coluna "Vaivém", há exatos 25 anos.
A agricultura era caseira e feijão e arroz atingiam 25% da área de grãos plantada no país. O mercado externo ainda representava pouco para as commodities agrícolas e minerais. Os navios mais traziam do que levavam produtos. Importavam-se carnes, arroz, milho, trigo e até feijão.
Hoje, o cenário é outro e o país se tornou líder em exportações. Apenas o agronegócio trouxe US$ 982 bilhões nominais nesses 25 anos.
A China, o grande parceiro atual, comprou apenas 12 mil toneladas de soja dos brasileiros naquele ano, mas já alimentava o Brasil enviando carne suína. Era o segundo item da pauta de exportação dos chineses para o Brasil.
Na primeira coluna --já são perto de 6.400--, o destaque era o avanço da safra, devido à boa produtividade do milho: 2.073 quilos por hectare. Hoje quem tiver essa produtividade não fecha as contas.
A evolução foi grande nesse setor, mas os problemas continuam. Ferrovias iniciadas naquele período ainda não estão prontas, tirando competitividade do país.
E, o pior, apesar da importância no cenário mundial, o Brasil não consegue avançar na venda de produtos com valor agregado. É líder mundial em exportações de café, mas quem ganha dinhei- ro com a industrialização do produto são os alemães, os italianos e os suíços.
Produção O grande avanço da agricultura foi na produtividade, que dobrou nos últimos 25 anos. Já a área semeada cresceu 33% e a produção de grãos subiu 169% no período.
Os líderes Os dois destaques no setor de commodities são a soja e o minério de ferro. Juntos trouxeram US$ 55,3 bilhões para o país no ano passado, 23% das receitas totais das exportações.
Laranja A exportação do setor atingiu US$ 1,1 bilhão em 1989 e deve render US$ 2 bilhões neste. A produção foi de 347 milhões de caixas naquele ano. As estimativas para 2014/15 indicam uma produção de 309 milhões de caixas.
Cana 1 O fim do Instituto do Açúcar e do Álcool, em 1990, e a chegada do carro flex, em 2003, deram ânimo ao setor. As exportações de açúcar saíram de 1 milhão de toneladas para os atuais 27 milhões.
Cana 2 Em 1974, a produtividade era de 40 toneladas por hectare. Hoje, é de 82. Já a produtividade do etanol chega a 7.000 litros por hectare, ante 3.000 na década passada.
Pecuária 1 Um dos grandes passos foi o controle da aftosa, o que abriu novos mercados para o Brasil. Mas o setor ainda tem muito a avançar com a adoção de tecnologia.
Pecuária 2 O setor consegue produzir um boi com 20 arrobas em pouco mais de dois anos. Há duas décadas, demorava mais de cinco anos para produzir um boi de 17 arrobas.
Carnes Os setores de avicultura e de suinocultura aceleraram ainda mais a adoção de tecnologia do que a pecuária, antecipando a produção.

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