"Num país pobre como o nosso, mas sem fome, investimento saudável é aquele que gera crescimento sustentável e cidadãos independentes: educação."
A OMS considera normal um índice de até 5% de emagrecidos, porque sempre há indivíduos magros por fatores genéticos. Pois bem: no Brasil, a Pesquisa de Orçamento Familiar, do IBGE, mostrou que o índice nacional é de 4%, absolutamente dentro da normalidade.
Na Índia, o índice é de 50%; na Etiópia, 30%; no México, 9%.
Aqui, o índice só é superior a 5% em alguns poucos casos, como entre as mulheres da zona rural do semi-árido (7,2%) ou entre as mulheres com renda per capita de ¼ de salário mínimo (8,5%).
Mas isso significa algumas centenas de milhares de pessoas, nunca 44 milhões.
Se é assim, eu disse ao presidente quando tive oportunidade, o melhor seria aplicar alguns milhões para matar a fome de quem tem e investir a maior parte do Bolsa Família em educação, o único instrumento que tira um pobre da pobreza.
ALI KAMEL, EM "AO PRESIDENTE", EM O GLOBO
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