domingo, abril 13, 2008

Pequenos desvios, grande rombo
Izabelle Torres, Correio Braziliense

Levantamento da Controladoria-Geral da União mostra que a soma de centenas de casos de mau uso de verbas na saúde provocou um prejuízo de R$ 568 milhões aos cofres do governo desde 2003
A situação caótica pela qual passa a saúde pública no Brasil parece ser justificada pelos grandes escândalos de corrupção.
No entanto, não há apenas desvios volumosos, restritos a atos de políticos corruptos ou espertalhões que apostam na impunidade.
Pelo contrário.
A má utilização de recursos públicos pode ser notada no cotidiano das instituições.
Prova disso está numa lista elaborada pela Controladoria-Geral da União (CGU), que mostra todas as sugestões de investigações que o órgão encaminhou aos Tribunais de Contas dos estados nos últimos cinco anos.

De acordo com os dados da CGU, as suspeitas de desvios de recursos somente na área da saúde ultrapassam a marca de R$ 568 milhões desde 2003.
E esses valores não incluem os recursos retirados do setor por meio de grandes atos de corrupção, como o escândalo dos sanguessugas — que consistia na compra de ambulâncias superfaturadas com o dinheiro de emendas parlamentares — e da máfia dos vampiros, esquema que fraudava licitações no Ministério da Saúde.

O levantamento que consta nos arquivos da Controladoria é formado apenas por dados referentes a pequenos desvios de recursos por órgãos de cada estado. Juntos, esses ilícitos dão uma boa demonstração dos motivos que fazem com que a melhoria nos serviços de saúde pública no país pareça uma realidade ainda distante dos brasileiros.
--As auditorias são importantes porque somente por meio delas é possível detectar desvios que causem danos ao setor. Esses pequenos ilícitos são graves e precisam ser acompanhados e combatidos diariamente, sob pena de retardar a melhoria da saúde no país, avaliou o vice-presidente da frente parlamentar da saúde, deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS). LEIA MAIS
Pois é. Mesmo assim as câmaras municipais se recusam a fazer o controle/a fiscalização das contas municipais - de forma institucional, preventiva, profissional.
Ganham para isso, existem para isso, mas preferem deixar os senhores prefeitos bem à vontade...
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